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Experimento de Corte 2.0

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“Experimento de corte 2.0”

 

É uma pesquisa voltada ao estudo do corpo em uma busca por equilíbrio, o funambulismo é aproximado à esta pesquisa com a técnica de perna de pau, adotando outra forma de equilibrar-se, na qual deforma a técnica no seu uso convencional. Uma perna de pau em um dos braços, a outra em uma das pernas, e no rosto uma máscara de gesso com um chifre de boi. O intérprete criador Rafael Abreu faz uso da dança contemporânea para dar qualidade precisa a mecânica do ato de andar, em movimentos circulares e expansivos, os vetores dos membros sem a extensão da perna de pau são alavancas para o corpo que se expande, alonga, flexibiliza, oxigena e tonifica as articulações nesta caminhada com o equilíbrio precário, uma busca por diminuir a gravidade de um corpo disforme, em um ambiente urbano a partir deste deslocamento do corpo animalesco/ciborgue, esta é a configuração inicial para o desenvolvimento desta pesquisa. 

Como diz Eugênio Barba no livro a Arte Secreta do Ator: "É possível dizer que o equilíbrio - a capacidade que o homem possui de ficar ereto e de se mover no espaço nessa posição - é o resultado de uma série de relações e tensões musculares do nosso organismo" (pág 92). Esta afirmação, é um dos quatro estímulos para construção desta materialidade cênica, o livro “Pó de Lua” da escritora pernambucana Clarice Freire, compõe as materialidades teóricas na construção de luz para a peça cênica, por ser um livro com as características de uma escrita circular, em desenhos e de uma escrita literária não convencional, além de ter as estações da lua dividindo os capítulos. O livro “Taanteatro - Teatro Coreográfico de Tensões” dos autores Maura Baiocchi e Wolfgang Pannek, chega com o intuito de destrinchar o capítulo 4, “Processos e Práticas”, indicando um norte nesta pesquisa que se objetiva na construção da performance. O “Manifesto Ciborgue” de Donna Haraway é o quarto elemento desta pesquisa cênica, aproximando conceitos do corpo ciborgue em uma manifestação de existir. 

As quatro literaturas são aproximados a esta pesquisa para alicerçar o equilíbrio não convencional a partir da técnica de perna de pau, possibilitando uma dança expansiva, para além dos limites do corpo do intérprete, na confluência das tensões musculares, a voz, o canto, o texto e os gestos, sendo propulsor criativo para o “Experimento de Corte 2.0” na construção de uma dramaturgia que dará haver o processo de morte e abate do animal bovino como subsistência do ser humano.

Experimento de Corte 2.0

               Foi estímulo criativo na(o): 

Imersão Breviário de Composição, no Ateliê Rural, com Paulo Caldas e Alexandre Veras. Julho de 2025.

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Curso de Dramaturgia em Teatro, no Teatro José de Alencar, com Ana Luiza Rios e Rafael Martins. Entre Julho e Novembro de 2025.

Residência Técnopoeticas da Dança, no Ateliê Rural, com Alexandre Veras. Estudo do Programa Isadora. Novembro de 2025.

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Residência Estação Arvoredo

Convocatória inverno 2025,

categoria "Circo Sustentável"

na Cidade de Morro Reuter - RS.

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Dramaturgia escrita da obra cênica "Experimento de Corte 2.0" da Cia Acaso, escrita por Rafael Abreu durante as referidas residências no ano de 2025. 

© 2017 por Cia Acaso. Orgulhosamente criado com Wix.com 

Fortaleza, Ceará, Brasil.

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